Por que usar KPIs no setor de móveis é importante? O time Promob reuniu especialistas para mostrar o papel que os indicadores desempenham para escalar a empresa. Confira!
Por que usar KPIs no setor de móveis é importante? Dados, desde muito antes de ganharem protagonismo na era data driven, já ocupavam um papel de relevância em meio às decisões estratégicas organizacionais.
Antes, inventários, DRE, balanço e relatórios de vendas eram documentos analisados, conferidos e comparados para mostrar a situação real da empresa e direcionar líderes e gestores a agir com segurança em meio às suas operações de negócio.
Com o avanço tecnológico, a importância dos dados ganhou um destaque além do financeiro e contábil. Ainda, outras métricas passaram a ser usadas com mais frequência para sustentar decisões com base em evidências.
Neste post, entenderemos quais são os KPIs que orientam o setor de móveis a evoluir, os desafios de trabalhar com eles e como a sua empresa pode utilizá-los.
O que são KPIs?
Sigla para Key Performance Indicators, trata-se de indicadores que traduzem numericamente o desempenho de processos, áreas ou resultados. Eles são utilizados para medir a performance de atividades específicas e, em cima disso, orientar decisões que envolvem esses processos.
Imagine, por exemplo, que a sua fábrica ou loja de móveis está passando por um processo de melhoria no tempo de entrega. Como você confirma que as metas estão sendo alcançadas?
No caso dos KPIs, o indicador de tempo de ciclo seria aplicado para acompanhar o progresso e revelar exatamente onde existem avanços ou gargalos.
Qual é a importância dos KPIs para o setor de móveis?
O principal objetivo que leva ao uso dos KPIs no setor de móveis é trazer visibilidade sobre a eficiência operacional, produtividade e lucratividade da empresa.
Sem esses indicadores, podemos dizer que indústrias, lojas de móveis e até mesmo marcenarias andam no escuro, pois não sabem ao certo como suas operações estão evoluindo e que impactos isso está gerando no caixa.
Indo além de só trazer visibilidade, há outras razões que tornam os KPIs tão importantes.
Primeiramente, porque permitem que líderes e gestores identifiquem problemas antes que eles se tornem críticos. Segundo, porque ajudam esses profissionais a tomar decisões justificadas por dados, e não por intuição ou tentativa e erro.
Ademais, os indicadores também são necessários para alinhar expectativas entre setores, acompanhar metas e sustentar um ciclo de produção e venda pautado em melhoria.
Quais são os KPIs mais usados no setor de móveis?
Sempre que entramos no universo dos KPIs, nos deparamos com diferentes tipos de indicadores e métricas. Veja abaixo quais são os KPIs de maior relevância no setor de móveis.
Tempo de ciclo de produção
O tempo de ciclo mede quanto tempo a produção leva desde o início de uma etapa até a finalização do produto.
No setor moveleiro, em que os pedidos são variados, personalizados e dependem de múltiplos processos, esse indicador mostra onde os fluxos estão lentos, quais máquinas costumam gerar filas e em que ponto o produto estaciona sem necessidade.
Rotatividade de estoque
A rotatividade de estoque mede quantas vezes os materiais entram e saem do estoque dentro de um período específico.
No setor moveleiro, onde chapas, ferragens e insumos ocupam grande volume físico e possuem prazos de validade operacional, esse KPI tem um peso enorme. Isso porque mostra se a empresa está comprando acima do necessário, acumulando retalhos que não são reaproveitados ou deixando materiais parados sem uso.
Satisfação do cliente
No setor moveleiro, a satisfação do cliente reflete a percepção de valor, a confiança na marca e a probabilidade de recomendação. Medir esse KPI vai além de perguntar “você gostou?”.
Ele envolve:
- Avaliar tempo de entrega;
- Clareza do projeto;
- Precisão do que foi prometido versus o que foi entregue;
- Qualidade do acabamento;
- Atendimento pós-venda;
- Cumprimento do cronograma;
- Experiência durante a instalação.
Taxa de defeitos
A taxa de defeitos mede quantos produtos retornam para ajustes ou retrabalhos. Ela é uma das mais importantes de analisar no setor moveleiro, pois um pequeno erro de milímetros já é suficiente para comprometer uma peça inteira. Em muitos casos, uma chapa inteira.
Monitorar esse KPI ajuda a identificar padrões, como:
- Defeitos recorrentes em peças específicas;
- Problemas originados sempre no mesmo setor;
- Erros que surgem por falhas no projeto, e não na produção.
LTV (Lifetime Value)
O LTV mede quanto cada cliente gera de receita ao longo do relacionamento com a empresa. No setor de móveis, essa métrica permite saber se o custo para adquirir clientes está compensando o valor que eles deixam na empresa, além de mostrar quais perfis são mais rentáveis.
Nesse sentido, arquitetos costumam gerar LTV elevado, porque fazem compras com frequência. Já clientes finais, por exemplo, podem ter LTV mais baixo, mas com ticket médio alto.
CAC (Custo de Aquisição de Clientes)
O CAC mede quanto a empresa gasta para conquistar um novo cliente. Para fábricas, lojas ou marceneiros que investem em anúncios, equipe de vendas, feiras ou comissões, esse indicador é responsável por mostrar se esse modelo comercial é sustentável.
Logo, se a empresa gasta muito para atrair clientes, mas eles compram pouco, a conta não fecha.
Como definir os KPIs no setor de móveis mais adequados?
Diante de tantos indicadores e métricas disponíveis, é natural que o gestor responsável por acompanhar resultados se questione sobre quais KPIs são mais adequados para usar em sua operação.
Afinal, não são todos que fazem sentido. Além disso, seria inviável para uma empresa acompanhar dezenas de indicadores ao mesmo tempo.
O time Promob acredita que, para chegar a uma escolha sensata sobre os indicadores de desempenho na indústria moveleira, a empresa precisa avaliar alguns passos.
Comece pelo que muda o resultado, não pelo que é fácil medir
Boa parte das empresas escolhe KPIs pelo caminho errado: começam pelo que já têm à mão, por exemplo, número de peças produzidas, custos diretos, tempo de corte. Mas isso cria uma ilusão de controle, e não necessariamente uma visão útil.
O caminho ideal é inverter a ordem: identificar quais decisões mudam o jogo no seu negócio e só então buscar indicadores capazes de sustentar essas decisões. Portanto, antes dos números, entenda quais são os pontos onde a gestão tem poder real de intervenção.
Conecte cada KPI a um problema específico que você precisa resolver
Uma indústria ou fábrica de móveis planejados pode ter dezenas de metas diferentes. Reduzir retrabalho, acelerar prazos, aumentar margem, eliminar ruptura de estoque, melhorar conversão, cada meta pede um tipo de indicador, e KPIs desconectados da dor real podem acabar se mostrando inúteis.
O segredo é: para cada desafio atual, escolha um indicador que funcione. Se o problema é atraso, o KPI deve mostrar antes que o atraso aconteça. Se o problema é margem, o indicador precisa expor onde ela está sendo perdida.
Valide se os indicadores conversam entre si
Um erro comum é escolher KPIs no setor de móveis isoladamente. Isso é perigoso porque um indicador pode melhorar enquanto outro pode piorar a situação. Por exemplo: reduzir o tempo de produção pode aumentar a taxa de defeitos.
Por isso, antes de oficializar um KPI, verifique como ele interage com os demais. Nesse momento, questione-se: “Se eu otimizar esse número, posso criar um problema em outro ponto?”.
Teste os KPIs em ciclos curtos para medir se eles realmente ajudam a decidir
Muitas empresas definem KPIs e só revisam um ano depois, descobrindo tarde demais que eles não serviam para nada.
Uma abordagem mais madura, nesse caso, é testar o KPI como se fosse um protótipo. Coloque-o em uso por algumas semanas e avalie se ele ajudou a responder perguntas práticas do dia a dia. Se o indicador não orientar uma decisão clara, ele não é KPI, é só um número.
Tenha KPIs “âncora” e KPIs “temporários” para acompanhar fases diferentes do negócio
A empresa de móveis vive ciclos de expansão, reorganização, aumento de demanda, períodos de pouca margem, mudanças de mix. E cada uma das fases vai demandar indicadores diferentes.
Por isso, divida seus KPIs em dois grupos:
- Âncora: aqueles permanentes, que monitoram a saúde do negócio;
- Temporários: métricas criadas para momentos específicos, como implantação de um novo processo, troca de máquinas, aumento do portfólio ou entrada em novas regiões.
Como os KPIs no setor de móveis ajudam a identificar problemas na tomada de decisões?
“Compreendi o que são KPIs, qual o papel deles e quais são os mais importantes. Mas ainda estou com dúvidas sobre como atuam para resolver problemas na minha empresa de móveis.”
Antes de mais nada, fique tranquilo(a) em relação a essa insegurança porque, realmente, lidar com indicadores, números e padrões pode soar meio travado ou complexo no início.
No entanto, à medida que você for acompanhando esses dados, vai perceber que usar os indicadores fica mais natural e tomar decisões com base em informações será praticamente instintivo.
Como esse dia pode não ter chegado ainda, agora, tentaremos ser o mais didáticos e objetivos possível para fazer você entender como os KPIs fornecem dados. E, claro, como ajudam a identificar gargalos que podem estar prejudicando.
Os KPIs funcionam como pontos de medição que mostram onde a operação está evoluindo e onde algo está escapando do controle.
No setor moveleiro, seja em marcenarias, indústrias ou lojas de móveis, eles ajudam a transformar impressões em certezas. Assim, em vez de “achar” que existe atraso na entrega, o indicador mostra o tempo exato entre produção, montagem e instalação.
Da mesma forma, ao acompanhar métricas como retrabalho, desperdício de chapas, tempo parado de máquinas ou taxa de aprovação de orçamento, você passa a enxergar padrões que revelam as causas desses problemas.
Por exemplo:
- Muitas vezes, o gargalo não está na produção, e sim no levantamento de medidas;
- Em outras, é a etapa de corte que consome mais tempo do que deveria;
- Ainda, a perda de material custa mais do que se imaginava.
Quando esses dados são visualizados em relatórios e dashboards, eles fundamentam o entendimento sobre processos atuais e dão solidez às nossas decisões.
Quais são os desafios ao trabalhar com KPIs no setor de móveis?
Ainda que os dados já façam parte de muitas rotinas, algumas empresas ainda estão receosas ao adotar métricas e depender delas para orientar iniciativas de negócio. E existe um motivo plausível para isso.
Dados, em sua essência, dependem de uma base bem estruturada para que façam sentido. Se uma empresa não tiver um processo organizado de registro de dados, por exemplo, ela não vai conseguir acompanhar corretamente as informações e calcular indicadores em cima dessas coletas.
Logo, existem desafios operacionais, estruturais e culturais que podem impedir que as empresas trabalhem (e se beneficiem) dos KPIs.
Abaixo, listamos alguns dos obstáculos mais comuns para você avaliar e entender se alguns deles fazem parte da sua realidade:
- Falta de padronização no registro das informações;
- Resistência da equipe a mudanças baseadas em dados;
- Processos manuais que dificultam a coleta e análise;
- Ausência de sistemas integrados;
- Escolha dos KPIs mais relevantes;
- Compreensão da importância dos KPIs no setor de móveis;
- Levantamento e interpretação de dados.
Sabendo que existem desafios a serem superados para usar corretamente os KPIs, você pode estar pensando: “Certo, e agora, o que eu preciso fazer para resolver tudo isso?”
Se você tem urgência em usar dados a favor da sua indústria e loja de móveis, o caminho mais rápido é contar com a tecnologia. Um sistema de gestão concentra as operações e os dados da empresa, e realiza o levantamento dos KPIs automaticamente.
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Por que usar KPIs no setor de móveis é importante? O time Promob reuniu especialistas para mostrar o papel que os indicadores desempenham para escalar a empresa. Confira!
Por que usar KPIs no setor de móveis é importante? Dados, desde muito antes de ganharem protagonismo na era data driven, já ocupavam um papel de relevância em meio às decisões estratégicas organizacionais.
Antes, inventários, DRE, balanço e relatórios de vendas eram documentos analisados, conferidos e comparados para mostrar a situação real da empresa e direcionar líderes e gestores a agir com segurança em meio às suas operações de negócio.
Com o avanço tecnológico, a importância dos dados ganhou um destaque além do financeiro e contábil. Ainda, outras métricas passaram a ser usadas com mais frequência para sustentar decisões com base em evidências.
Neste post, entenderemos quais são os KPIs que orientam o setor de móveis a evoluir, os desafios de trabalhar com eles e como a sua empresa pode utilizá-los.
O que são KPIs?
Sigla para Key Performance Indicators, trata-se de indicadores que traduzem numericamente o desempenho de processos, áreas ou resultados. Eles são utilizados para medir a performance de atividades específicas e, em cima disso, orientar decisões que envolvem esses processos.
Imagine, por exemplo, que a sua fábrica ou loja de móveis está passando por um processo de melhoria no tempo de entrega. Como você confirma que as metas estão sendo alcançadas?
No caso dos KPIs, o indicador de tempo de ciclo seria aplicado para acompanhar o progresso e revelar exatamente onde existem avanços ou gargalos.
Qual é a importância dos KPIs para o setor de móveis?
O principal objetivo que leva ao uso dos KPIs no setor de móveis é trazer visibilidade sobre a eficiência operacional, produtividade e lucratividade da empresa.
Sem esses indicadores, podemos dizer que indústrias, lojas de móveis e até mesmo marcenarias andam no escuro, pois não sabem ao certo como suas operações estão evoluindo e que impactos isso está gerando no caixa.
Indo além de só trazer visibilidade, há outras razões que tornam os KPIs tão importantes.
Primeiramente, porque permitem que líderes e gestores identifiquem problemas antes que eles se tornem críticos. Segundo, porque ajudam esses profissionais a tomar decisões justificadas por dados, e não por intuição ou tentativa e erro.
Ademais, os indicadores também são necessários para alinhar expectativas entre setores, acompanhar metas e sustentar um ciclo de produção e venda pautado em melhoria.
Quais são os KPIs mais usados no setor de móveis?
Sempre que entramos no universo dos KPIs, nos deparamos com diferentes tipos de indicadores e métricas. Veja abaixo quais são os KPIs de maior relevância no setor de móveis.
Tempo de ciclo de produção
O tempo de ciclo mede quanto tempo a produção leva desde o início de uma etapa até a finalização do produto.
No setor moveleiro, em que os pedidos são variados, personalizados e dependem de múltiplos processos, esse indicador mostra onde os fluxos estão lentos, quais máquinas costumam gerar filas e em que ponto o produto estaciona sem necessidade.
Rotatividade de estoque
A rotatividade de estoque mede quantas vezes os materiais entram e saem do estoque dentro de um período específico.
No setor moveleiro, onde chapas, ferragens e insumos ocupam grande volume físico e possuem prazos de validade operacional, esse KPI tem um peso enorme. Isso porque mostra se a empresa está comprando acima do necessário, acumulando retalhos que não são reaproveitados ou deixando materiais parados sem uso.
Satisfação do cliente
No setor moveleiro, a satisfação do cliente reflete a percepção de valor, a confiança na marca e a probabilidade de recomendação. Medir esse KPI vai além de perguntar “você gostou?”.
Ele envolve:
- Avaliar tempo de entrega;
- Clareza do projeto;
- Precisão do que foi prometido versus o que foi entregue;
- Qualidade do acabamento;
- Atendimento pós-venda;
- Cumprimento do cronograma;
- Experiência durante a instalação.
Taxa de defeitos
A taxa de defeitos mede quantos produtos retornam para ajustes ou retrabalhos. Ela é uma das mais importantes de analisar no setor moveleiro, pois um pequeno erro de milímetros já é suficiente para comprometer uma peça inteira. Em muitos casos, uma chapa inteira.
Monitorar esse KPI ajuda a identificar padrões, como:
- Defeitos recorrentes em peças específicas;
- Problemas originados sempre no mesmo setor;
- Erros que surgem por falhas no projeto, e não na produção.
LTV (Lifetime Value)
O LTV mede quanto cada cliente gera de receita ao longo do relacionamento com a empresa. No setor de móveis, essa métrica permite saber se o custo para adquirir clientes está compensando o valor que eles deixam na empresa, além de mostrar quais perfis são mais rentáveis.
Nesse sentido, arquitetos costumam gerar LTV elevado, porque fazem compras com frequência. Já clientes finais, por exemplo, podem ter LTV mais baixo, mas com ticket médio alto.
CAC (Custo de Aquisição de Clientes)
O CAC mede quanto a empresa gasta para conquistar um novo cliente. Para fábricas, lojas ou marceneiros que investem em anúncios, equipe de vendas, feiras ou comissões, esse indicador é responsável por mostrar se esse modelo comercial é sustentável.
Logo, se a empresa gasta muito para atrair clientes, mas eles compram pouco, a conta não fecha.
Como definir os KPIs no setor de móveis mais adequados?
Diante de tantos indicadores e métricas disponíveis, é natural que o gestor responsável por acompanhar resultados se questione sobre quais KPIs são mais adequados para usar em sua operação.
Afinal, não são todos que fazem sentido. Além disso, seria inviável para uma empresa acompanhar dezenas de indicadores ao mesmo tempo.
O time Promob acredita que, para chegar a uma escolha sensata sobre os indicadores de desempenho na indústria moveleira, a empresa precisa avaliar alguns passos.
Comece pelo que muda o resultado, não pelo que é fácil medir
Boa parte das empresas escolhe KPIs pelo caminho errado: começam pelo que já têm à mão, por exemplo, número de peças produzidas, custos diretos, tempo de corte. Mas isso cria uma ilusão de controle, e não necessariamente uma visão útil.
O caminho ideal é inverter a ordem: identificar quais decisões mudam o jogo no seu negócio e só então buscar indicadores capazes de sustentar essas decisões. Portanto, antes dos números, entenda quais são os pontos onde a gestão tem poder real de intervenção.
Conecte cada KPI a um problema específico que você precisa resolver
Uma indústria ou fábrica de móveis planejados pode ter dezenas de metas diferentes. Reduzir retrabalho, acelerar prazos, aumentar margem, eliminar ruptura de estoque, melhorar conversão, cada meta pede um tipo de indicador, e KPIs desconectados da dor real podem acabar se mostrando inúteis.
O segredo é: para cada desafio atual, escolha um indicador que funcione. Se o problema é atraso, o KPI deve mostrar antes que o atraso aconteça. Se o problema é margem, o indicador precisa expor onde ela está sendo perdida.
Valide se os indicadores conversam entre si
Um erro comum é escolher KPIs no setor de móveis isoladamente. Isso é perigoso porque um indicador pode melhorar enquanto outro pode piorar a situação. Por exemplo: reduzir o tempo de produção pode aumentar a taxa de defeitos.
Por isso, antes de oficializar um KPI, verifique como ele interage com os demais. Nesse momento, questione-se: “Se eu otimizar esse número, posso criar um problema em outro ponto?”.
Teste os KPIs em ciclos curtos para medir se eles realmente ajudam a decidir
Muitas empresas definem KPIs e só revisam um ano depois, descobrindo tarde demais que eles não serviam para nada.
Uma abordagem mais madura, nesse caso, é testar o KPI como se fosse um protótipo. Coloque-o em uso por algumas semanas e avalie se ele ajudou a responder perguntas práticas do dia a dia. Se o indicador não orientar uma decisão clara, ele não é KPI, é só um número.
Tenha KPIs “âncora” e KPIs “temporários” para acompanhar fases diferentes do negócio
A empresa de móveis vive ciclos de expansão, reorganização, aumento de demanda, períodos de pouca margem, mudanças de mix. E cada uma das fases vai demandar indicadores diferentes.
Por isso, divida seus KPIs em dois grupos:
- Âncora: aqueles permanentes, que monitoram a saúde do negócio;
- Temporários: métricas criadas para momentos específicos, como implantação de um novo processo, troca de máquinas, aumento do portfólio ou entrada em novas regiões.
Como os KPIs no setor de móveis ajudam a identificar problemas na tomada de decisões?
“Compreendi o que são KPIs, qual o papel deles e quais são os mais importantes. Mas ainda estou com dúvidas sobre como atuam para resolver problemas na minha empresa de móveis.”
Antes de mais nada, fique tranquilo(a) em relação a essa insegurança porque, realmente, lidar com indicadores, números e padrões pode soar meio travado ou complexo no início.
No entanto, à medida que você for acompanhando esses dados, vai perceber que usar os indicadores fica mais natural e tomar decisões com base em informações será praticamente instintivo.
Como esse dia pode não ter chegado ainda, agora, tentaremos ser o mais didáticos e objetivos possível para fazer você entender como os KPIs fornecem dados. E, claro, como ajudam a identificar gargalos que podem estar prejudicando.
Os KPIs funcionam como pontos de medição que mostram onde a operação está evoluindo e onde algo está escapando do controle.
No setor moveleiro, seja em marcenarias, indústrias ou lojas de móveis, eles ajudam a transformar impressões em certezas. Assim, em vez de “achar” que existe atraso na entrega, o indicador mostra o tempo exato entre produção, montagem e instalação.
Da mesma forma, ao acompanhar métricas como retrabalho, desperdício de chapas, tempo parado de máquinas ou taxa de aprovação de orçamento, você passa a enxergar padrões que revelam as causas desses problemas.
Por exemplo:
- Muitas vezes, o gargalo não está na produção, e sim no levantamento de medidas;
- Em outras, é a etapa de corte que consome mais tempo do que deveria;
- Ainda, a perda de material custa mais do que se imaginava.
Quando esses dados são visualizados em relatórios e dashboards, eles fundamentam o entendimento sobre processos atuais e dão solidez às nossas decisões.
Quais são os desafios ao trabalhar com KPIs no setor de móveis?
Ainda que os dados já façam parte de muitas rotinas, algumas empresas ainda estão receosas ao adotar métricas e depender delas para orientar iniciativas de negócio. E existe um motivo plausível para isso.
Dados, em sua essência, dependem de uma base bem estruturada para que façam sentido. Se uma empresa não tiver um processo organizado de registro de dados, por exemplo, ela não vai conseguir acompanhar corretamente as informações e calcular indicadores em cima dessas coletas.
Logo, existem desafios operacionais, estruturais e culturais que podem impedir que as empresas trabalhem (e se beneficiem) dos KPIs.
Abaixo, listamos alguns dos obstáculos mais comuns para você avaliar e entender se alguns deles fazem parte da sua realidade:
- Falta de padronização no registro das informações;
- Resistência da equipe a mudanças baseadas em dados;
- Processos manuais que dificultam a coleta e análise;
- Ausência de sistemas integrados;
- Escolha dos KPIs mais relevantes;
- Compreensão da importância dos KPIs no setor de móveis;
- Levantamento e interpretação de dados.
Sabendo que existem desafios a serem superados para usar corretamente os KPIs, você pode estar pensando: “Certo, e agora, o que eu preciso fazer para resolver tudo isso?”
Se você tem urgência em usar dados a favor da sua indústria e loja de móveis, o caminho mais rápido é contar com a tecnologia. Um sistema de gestão concentra as operações e os dados da empresa, e realiza o levantamento dos KPIs automaticamente.
Não conhece uma solução assim? Nossa solução se encaixa perfeitamente nessa categoria. Conheça agora o FoccoERP!


